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IMIGRANTES ESPANHÓIS NO PERÍODO PÓS GUERRA CIVIL: EXILIO OU IMIGRAÇÃO

Dolores Martin Rodriguez Corner
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A imigração constitui-se em um fenômeno histórico, e faz parte de um processo que envolve não somente a oferta e a demanda entre países implicados, mas também considera aspectos sociais, históricos, culturais e identitários. O que move as massas humanas é a busca de melhores condições de trabalho, de vida, de dinheiro e muitas vezes, a fuga da fome ou de guerras sempre que as condições do país não permitem a sobrevivência. A imigração acontece sempre que as circunstancias na própria terra são adversas, uma vez que é natural ao ser humano o apego a seu lugar, a sua terra. Muitos ao sair de seu lugar pensam em que esta ausência será provisória, até que encontre algum trabalho e a situação econômica melhore. “Presença provisória que se subordina a alguma razão que lhe é exterior, que lhe serve de álibi e da qual ela retiraria seu significado e sua justificativa: esta razão constitui o trabalho.”1 Embora muitas vezes o retorno nunca mais aconteceria. Ela somente ocorre em três situações, primeiramente quando o individuo quer, deseja sair, trata-se de realizar um sonho, faz parte de seus planos de futuro ou apenas pelo espirito de aventura. Também ela ocorre quando as pessoas têm condições financeiras, então vendem ou arrendam suas terras que lhe permitirão manter-se por um tempo ou estabelecer-se para começar uma nova vida. Existem, no entanto, certas situações que impelem o indivíduo a sair, ao encontrar-se em situações limites de permanência, sem possibilidades em seu país. Os verbos que bem definem estas contingências respondem às perguntas: eu quero, eu posso ou eu devo emigrar.